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Com quarentena, 41% das pessoas que não tinham dor de coluna passaram a sofrer
Uma pesquisa da Fiocruz revelou também que 50% das pessoas que tinham dor crônica na coluna pioraram durante o isolamento social e o trabalho em home office. Os motivos vão da falta de atividade física, uso excessivo do computador ...
Publicada no dia 19/06/2020 às 15h43
Uma pesquisa da Fiocruz revelou também que 50% das pessoas que tinham dor crônica na coluna pioraram durante o isolamento social e o trabalho em home office. Os motivos vão da falta de atividade física, uso excessivo do computador às mudanças nas tarefas domésticas.

O corpo começa a sentir as consequências da nova rotina pra dar conta do home office, tarefas na casa e cuidar dos filhos. O ambiente de trabalho dentro de casa sem uma estrutura adequada, a casa para limpar e a falta de exercício físico são as principais reclamações de quem passou a conviver com dores na coluna durante o isolamento social por causa do novo coronavírus.

Uma pesquisa da Fiocruz que avaliou comportamentos durante a pandemia mostra que 50% das pessoas que já tinham algum problema crônico de coluna relataram aumento de dor. A redução da quantidade de exercício e aumento do número de horas no home office, são os principais responsáveis:

A coordenadora da Convid - Pesquisa de comportamentos da Ficrouz, Célia Landmann Szwarcwald, conta que 30% dos brasileiros já sofrem com dor crônica na coluna. Ela se surpreendeu com o número de pessoas que não tinha nenhuma dor e passou a ter também:

"Dos que não tinham dor anteriormente, 41% passaram a ter o problema, o que representou um aumento de 27% na população total. Quando elaboramos os questionários, tínhamos algumas hipóteses de como a pandemia poderia afetar o estado de saúde das pessoas e imaginamos que as mudanças nas atividades de trabalho envolvendo mais horas das pessoas sentadas e as mudanças nas atividades domésticas poderiam trazer piora nos problemas de coluna, o que realmente aconteceu."

O ortopedista Raul Lins, professor da Universidade Federal de Pernambuco e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia ressalta que a dor é natural já que a musculatura não está adequada pra fazer essas atividades e que a tensão do momento também contribui para o aumento da dor:

"Com o isolamento e a diminuição da prática de exercício físico, tende a haver uma atrofia muscular geral, e a diminuição da massa muscular leva a dores associadas, em articulações das regiões como lombar, dorsal, joelho."

O ortopedista orienta que é preciso manter a postura ereta na cadeira pra trabalhar e tentar manter cotovelos e antebraços apoiados. Ele ressalta que quem não tinha o hábito de fazer exercícios antes da pandemia, só deve fazer agora com a orientação de um professor de educação física ou fisioterapeuta.

A prática de Pilates não tem contra indicação, melhora a postura e fortalece os músculos.
 
Fonte: Rádio CBN
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